Escrita do Quirido Diário de leitura ( semana 4)
13 de agosto de 2020 Chegamos a uma quarta semana de leitura do livro, e já gostaria de agradecer muito o esplendido professor George Luiz França, pela proposta criativa da atividade no mundo literário, que é o meu favorito! Sem contar também os livros que foram escolhidos para a realização da tal atividade, aposto que todos eles sejam bons a ponto de você mudar um "olhar atual" diante a sociedade, como acontece comigo, toda a vez que seguro para ler o livro do Quarto de Despejo passa-me uma sensação amarga e reflexiva, parece que a Carolina fez o livro para adentrarmos em sua realidade, como um "portal literário" que nos leva ao lugar que o autor(a) deseja mais deseja no momento da narração, sentindo a sua dor e a forte opressão diante e entre os favelados.
Creio que o livro de Carolina esteja prestes a terminar, e por esse motivo a narração fica mais "cativante" e triste (no sentido de estar terminando algo que já acostumei-me tanto durante a quarentena ). Tudo que esse livro proporcionou, no sentido de reflexão das estruturas da sociedade e juntamente com o verdadeiro olhar do pobre e favelado, tem deixado-me mais reflexivo e em "encucado", por saber das infelizes realidades que outras pessoas sofreram e sofrem em suas vidas, sendo possivelmente resultado de inúmeros preconceitos para "os de baixo" e os "pretos". Como Carolina é esses dois, tristemente tende a sofrer mais na sua vida, diminuindo a opção de "mudar o lado da moeda" e ter o que mais deseja para si, que no caso de Carolina de Jesus era mudar o local de vivencia, trocando a favela de Canindé por outro qualquer lugar, que não seja também outra favela, pois como o título do livro, a favela seria nada mais e nada menos que o Quarto de Despejo de uma casa representada pelos locais e estruturas sociais do Brasil.
No cenário do livro que estou agora, Carolina conseguo, através do repórter e da volta das sua escritas do Estados Unidos, publicar sua rotina na favela, no jornal do O Cruzeiro, o que deixou ela bastante orgulhosa e trazendo também para si, bastantes encrencas dos moradores que ali vivem, pois ela relata suas ações no diário, e na maioria das vezes essas ações não sem bem vistas e se quer boas, deixando eles irritados com Carolina, já que eles prevalecessem quando a situação não é contada por ninguém. Há também alguns momentos que o coração de Carolina começa a voltar a ativa, onde sente-se melhor ao lado de Manoel e Cigano (eles chegam a dormirem juntos, no entanto Carolina percebe que o Cigano não é um homem confiável, pois chama atenção das mocinhas de 14 anos por conta de sua beleza). Há também partes curiosas no final do livro, já que o pai da Vera (que até onde eu sabia era filha apenas de Carolina) vai ao tal barracão visita-la , dando sempre um pouco de dinheiro aos filhos da escritora, mesmo ele sendo rico segunda ela.
Algumas rimas que criei agora, para representar partes do livro:
O livro acabou, e as confusões e a fome ainda continuou
Creio que o livro seja para refletirmos, que a sociedade não é tudo de lindo
Agradeço a escritora pelo livro, que essa história nunca vai dar-se como perdido
A motivação de Carolina para os dias, deveria ser a de todos em suas vidas
E se você tem de sobra comida, por favor apenas sorria, pois é isso que Carolina Maria de jesus faria
A favela era o Quarto de Despejo, e as pessoas o seu lixeiro
A natureza ao redor era linda, mas em seu interior a negritude prevalecia
Tudo ali era negro, exceto ao branco candidato eleito, que vinha com respeito, para depois pegar todo o dinheiro
Apenas com papel e um pouco estudo, Carolina mudou-se o mundo
Buscava trazer o melhor pensamento, para não atrair quaisquer pesadelo
Situações horríveis aconteceram na favela, e as crianças eram a plateia, visando olhar e querer o impuro
Comentários
Postar um comentário