Escrita do Quirido diário de leitura ( semana 3 )
6 de agosto de 2020 A leitura do diário continua e mais assuntos reflexivos vou trazendo com a exausta rotina de Carolina Maria de Jesus. Ao longo da narração, inúmeras ações humilhantes ocorrem com a escritora, como nas vezes que ela vai buscar tomates localizados ao lado de uma fábrica e o pessoal que ali trabalham ficam observando-a com mal gosto, e até prometem por uma briga...Segundo ela, e por minhas percepções, o pobre ou favelado tem vergonha de buscar alimentos no lixo e das residencias dos outros, mas infelizmente não possuem nenhuma outra opção a não ser de fazer o que lhes falta, que é catar o que tem de comida nos lixões, o que por muitos pode ser considerado algo humilhante ( de fato é) e em outros apenas uma ação merecedora dos favelados ( o que é errado, pois muitos sofrem com doenças e com os maus gostos da "comida" dos lixões).
É interessante mas também triste, notar que ao passar das páginas, os conflitos, badernas e brigas permanecem dentre os barracões, e isto ocorre literalmente todo o momento sem cessar. Penso que a vida na favela já torna-se difícil por morar dentro dela, e ainda tem que acontecer repentinamente discussões com a pessoa que está ao seu lado, resultando diversos ferimentos físicos, já que na grande maioria das brigas é utilizado peixeiras e instrumentos cortantes para se ganhar proveitos durante as tais ações.
O cenário das crianças diante o bairro de Canindé é bem dificultoso, e nessa páginas lidas o que simbolizou-me foi a sentencia diante um dos filhos de Carolina, João José, onde uma de suas vizinhas acusou de ele de ter batido numa de suas filha, e então levaria a situação para a justiça. Como uma pessoa dessa idade pode já praticar ações violentas? Creio que a resposta esteja em uma das falas de Maria de Jesus pois na favela, todos que ali vivem aprendem rapidamente a viver com o que tem, sendo esses a violência, os palavrões, os crimes, a miséria e a pornografia. Por tanto, mesmo João possuindo 11 anos de idade, automaticamente vivencia estas claras situações que qualquer outra criança se quer pensa... Ou seja, o povo da favela tem que aprender desde cedo, que não há diferentes formas de viver nela, e sim as que podem contemplar no cotidiano, sendo ruins ou boas.
Outro tipo de capa para o livro, sendo o titulo em inglês. Link da imagem: https://blogdoims.com.br/quarto-de-despejo-flor-incrivel-e-pura-por-elvia-bezerra/

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