Escrita do Quirido diário de leitura ( semana 1 )

Como estou lendo um diário, nada mais justo que começar da seguinte da forma: 

23 de Julho de 2020 Aqui estou eu em mais um dia para realizar as atividades didáticas pelo meio tecnológico. A dessa vez é sobre o livro em que estou lendo a exatos 2 dias, e que já me apaixonei totalmente na história em que trata-se uma narração de dias a dias na favela Canindé, em São Paulo, feitas pela guerreira Carolina Maria de Jesus. Ela que sustenta seus três filhos sozinha, sendo esses José Carlos, João José e Vera Eunice, dando mais um motivo para acordar todos os dias e lutar ao máximo no meio de um lugar abatido; buscando sempre de inúmeras formas, consideradas desumanas pela quantidade de trabalho ao o que é ganhado, trazer ao seu barracão(  ela não gosta de se referir a "casa", já que em sua concepção, "moradia" é um lugar onde você pode viver e passar os dias bem com segurança, o que não se refere ao lugar atual em que Carolina de Jesus vive no livro, pelo menos até o momento em que eu li) um pouco de dinheiro (na época eram em "cruzeiros") e pelo menos uma quantidade de comida para sustentar a fome do dia, pois no próximo dia, já precisaria fazer tudo novamente para possuir a melhor sensação de um favelado, semelhante a uma "festa de felicidades, que era poder ter comida na mesa.
Ao longo do livro, a percepção de erros sintáticos me chamam bastante a atenção, juntamente com o frenético cotidiano de uma favelada, que é Carolina Maria de Jesus no caso. Segundo ela, ao longo dos dias narrados, a vinda de suas "vizinhas" e a briga entre elas e seus maridos é o que mas lhe aborrece durante o dia, sem contar com a extrema preocupação que ela tem com seus filhos, pois estes são bastante focados para brigas e provocações das vizinhas que são mais velhas, cerca de 40 anos, e mesmo assim escolhem amiúde discutir a ponto de agressões físicas numa criança. Seus filhos são o que a escritora mais sente dó, por eles não poderem ter a oportunidade de possuir uma vida considerável "normal", mas mesmo com a tal situação, ela busca sempre manter a cabeça erguida ignorando as sondas maliciosas e tentadoras de um possível desistimento da vida. Bem pelo contrário, ela nunca ignorou a possibilidade de desistir, porém sempre procurou encontrar aquilo que é melhor para seus filhos e uma apresentação à todos brasileiros, do que realmente é ser favelado e viver numa favela. 
Uma catadora de papel, ganhando pouco ao exaustivo trabalho, vivendo numa das maiores favelas já existentes de todo o Brasil, arrependendo-se de viver em um lugar tão impossível de se poder morar; o perfume da favela são os maus odores da lama e tudo que é jogado como inútil, imprestável e podre, como um próprio "Quarto de Despejo". A infelicidade de morrer de fome não passam nas mentes daqueles que tem o que poder comer no dia seguinte, por isso o dialogo de Carolina, que passa com alguns erros na escrita, é tão rico e simbolizador; não que seja algo "bom", pois tudo que ocorre não é para se divertir e alegrar-se, e sim no intuito de refletir as maldades do ser humano e os seus erros na construção de um considerável "moradia" ou até mesmo de uma vida. Pois a natureza faz seu papel diante todos, tanto é que Maria de Jesus discuti aflitamente a beleza das arvores e a clareza azuis alegres do céu em dias calorosos, admirando-as e declarando que o seu país é lindo, no entanto o que não faz sentido é uma fundo tão alegre para um interior tão fechado e negro. Negro em ambos sentidos, mas o que percuti sobre a escritora é a vida negra na favela. Tudo é negro ali. Negro no interior e no fora, não há nenhum branco em meio aos pobres, que por injustiças raciais são considerados negros. A maneira de pensar na época, é que todo negro é pobre, todos! E se um branco vem a favela, já pode imaginar-se que é um candidato politico, que vem ao lugar apenas por proveito, pois para a pratica de suas promessas nenhum arrisca e se importa a fazer.
Até o momento está sendo um dos livros que mais me fez refletir sobre como minha vida poderia ser diferente, que no atual momento não tenho o direito de reclamar-me sobre o que quero ou o que não tenho, pois há pessoas não muito longe de minha casa que não podem sequer ter essa pensamento...e esse foi um dos meus maiores motivos para a leitura do diário, onde queria repercutir situações que não são comum em meu cotidiano, como a pobrice e preocupação extrema de uma situação que é fácil para mim e para outros demasiadamente dificulteis, que é nada mais e nada menos que viver. 
 
   

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Biografia de Arthur, o Furtado, 2020

As histórias ou os universos literários criados por mim mesmo (objeto cultural- semana 1)

Banda Queen e o filme "Bohemian Rhapsody" (objeto cultural - semana 3 )